Total Eclipse Of The Heart (a outra memória)

bonnieCalma, ainda não enlouqueci, sei que já escrevi sobre essa música aqui. É que tenho outra memória com esse som que preciso contar. Acho que é a 1ª vez que acontece isso, doideira!

No começo dos anos 90, minha mãe fazia Aeróbica numa academia do bairro onde morávamos e vez ou outra me levava para assistir suas aulas. Eu ficava no canto da sala, vendo a mulherada fazer o circuito (assim chamavam as coreografias). Com o tempo, já imitava os passos e atormentava minha mãe para me matricular também. Como eu era criança não pude entrar na Aeróbica, então fiquei no Balé. Minha feliz surpresa foi descobrir que era a mesma professora que dava as duas aulas; o nome dela era Denise.

Foi um horror fazer Balé. Pouca dança, muito sofrimento. Lembro claramente da Denise colocando o peso de seu corpo nas nossas costas para forçar a nossa abertura até o chão. E deixa eu contar um detalhe: ela tinha músculos de fisiculturista!

Minhas preces então foram atendidas porque abriram uma turma de Jazz. Gostei de tudo, começando pela roupa preta no lugar da rosinha de Balé. Passávamos a aula inteira ensaiando uma coreografia e para completar a Denise escolheu esse som dos anos 80 que eu adorava: Total Eclipse Of The Heart. Só que o que rolou pouco tempo depois foi bem triste.

A professora foi demitida da academia e até hoje não sei o que rolou, só sei que do dia para a noite ela sumiu do mapa. Mesmo assim, guardo a lembrança dessa época com muito carinho, pois a Denise me ensinou a gostar de dançar. Lembro até hoje do perfume esquisito que ela usava (Shiraz) e ainda lembro de alguns passos da coreografia dessa canção.

Nunca mais tive notícias da professora Denise, só espero que ela esteja bem e tenha uma vida feliz. Sou muito grata por termos cruzado caminhos nesse planeta!

Música: Total Eclipse Of The Heart (Bonnie Tyler)

Anúncios

The Way

Como tudo que acontece comigo, minha primeira experiência de trabalho também foi uma tragicomédia.

Eu já tinha minha Carteira de Trabalho desde os 14 anos, mas o 1º emprego só rolou aos 17 com a indicação de uma amiga da escola. Minha cara de pau garantiu o sucesso da entrevista com o dono da empresa, mas não preparou nenhum de nós dois para as minhas presepadas de novata, como essa que vou te contar agora.

Era uma pequena revenda de produtos de informática (sim, a gente ainda usava essa palavra). Meu trabalho era enviar propostas de venda aos clientes, e era aí que começava a treta. Além de não saber diferenciar as peças e de me confundir horrores com a cotação do dólar, meu desafio real tinha um nome curto, porém cruel: FAX. Todos os nossos clientes eram fãs do aparelho telefone-fax, aquele combo maldito. E chegou o grande momento de mandar minha 1ª proposta.

Suando frio e com uma puta vergonha de perguntar pra alguém sobre o funcionamento daquela desgraça, passei meia hora olhando pra geringonça sem a mínima ideia do que fazer. Quando decidi tomar uma atitude, perdi outra meia hora tentando enfiar minha proposta onde era a saída de papel.

Apesar de sermos 3 pessoas em um escritório de 30 metros quadrados, ninguém havia notado minha batalha, isso até meu chefe chegar. O cara riu da minha cara por uma eternidade, pra depois me dar uma aula técnica. Bom, depois da saia justa, finalmente aprendi a usar aquela bagaça, ainda sem saber que outros e maiores desafios me esperavam naquela rotina de trabalho.

Opa, mas qual é a ligação disso tudo com o som do Fastball? Quase nenhuma. Era apenas o hit que bombava nas rádios e ficou agregada a essa memória tosca do meu primeiro emprego.

Música: The Way (Fastball)