No One Knows

qotsa

Se eu pudesse reviver algo hoje, escolheria voltar a meados de 2010, especificamente aos três dias de shows do primeiro SWU. Foi o primeiro grande festival de música que fui e foi o melhor até hoje, sem dúvida.

Logo que anunciaram a line-up eu surtei: tinha Incubus no último dia! Nem raciocinei direito e comprei os ingressos (meu e do meu namorado), ainda sem saber como faria para chegar em Itú e tudo mais. Eu só sabia que tinha que estar lá.

E essa vida que é uma caixinha de Pandora surpresas me proporcionou um pé na bunda e o namorado me largou faltando um mês pros shows. Ótimo, pensei, agora ainda vou ter que viajar até o interior sozinha. Que maravilha.

Mas cada um tem os amigos que merece e eu mereço muito os meus! Um grupo de mais de vinte camaradas da mais alta qualidade me resgatou e me levou ao festival que foi a melhor experiência musical da minha vida. Foi coisa fina: sítio com piscina em Itú, van para levar e buscar a gente nos shows, churrasco, Heineken e muita risada com os amigos de longa data e com os novos integrantes da família que conheci lá (aow Americana!). Pique “patrão” mesmo!

Vimos desde BNegão até Cavalera Conspiracy, passando por Rage Against The Machine, Joss Stone, Los Hermanos e muitos outros. Assistimos Sublime With Rome num fim de tarde, com um pôr-de-sol arrebatador, coisa “mai” linda. E aí chegou o dia que tanto esperei, a segundona com Incubus, e tudo continuou perfeito. Uma das minhas amigas me levou pertinho do palco e eu até perdi a voz de tanto cantar com o Brandon.

Achei que não poderia ficar melhor, mas fui surpreendida. Entrou o Queens Of The Stone Age no palco e o festival veio abaixo. Josh Homme e seus comparsas quebraram t-u-d-o. O som era impecável, a gente tinha a visão insana daquelas sessenta mil pessoas pulando e ainda contávamos com a boa energia que só esses meus amigos têm. Foi quase um orgasmo, sério.

Ainda não domino a máquina do tempo, mas sempre que escuto esse som me encho daquela good vibe de novo. Se eu pudesse reviver algo, escolheria mesmo voltar aqueles dias. E mesmo já com meu ingresso aqui para ver QOTSA nesse mês, sei que é impossível repetir a vibe de 2010 sem meus amigos por perto. Bom mesmo é seguir na certeza de que a gente ainda vai se encontrar, meus amigos, nessa ou em outra vida!

(Em memória do nosso querido Júlio César “Gordinho”)

Música: No One Knows (QOTSA)

Nice To Know You

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Eu discordo fortemente, mas minha mãe insiste que não tenho mais idade para tietar ninguém.

Minha história com o Incubus não é longa, tem cerca de 5 anos só mas tem intensidade dos calafrios que garotinhas sentem ao ver suas boys bands queridas. A diferença entre o que elas sentem e o que eu sinto é que pago um pau para a música que os caras fazem, não para os homens da banda (ok, o Brandon também é lindo, admito).

O contato imediato com a banda que se tornaria a minha predileta rolou em julho de 2007, quando vi o vídeo de Megalomaniac na MTV. Foi paixão fulminante naquele momento. Comecei a procurar imediatamente informações sobre a banda na internet e tudo que encontrei agradou meus ouvidos. Fiquei viciada instantaneamente naquele som que não consegui rotular.

Ao longo do mês me inscrevi em vários fóruns e comunidades de fãs para me manter informada sobre novidades e acabei sabendo ali que os caras viriam ao Brasil naquele mesmo ano. Enlouquecida, iniciei a busca por ingresso e logo descobri que os dois dias de apresentação já estavam esgotados.

A real história dessa vinda a nossa terra foi que os shows marcados inicialmente para maio de 2007 (quando eu sequer sabia que Incubus existia no planeta) foram adiados para outubro por conta de uma cirurgia que o Mike (guitarra) precisou fazer na mão. Azar dele, sorte minha, mas como nem tudo é flor não consegui descolar o ingresso, nem por meios escusos. E deprimi.

Minha grande amiga aguentou dias de chororô meu, até que o acaso a colocou numa conversa com um gestor dela. Ele resmungou sobre a insensatez do filho que comprara ingressos para dois eventos diferentes no mesmo fim de semana e não sabia o que fazer. Logo minha amiga notou que o destino estava dando aquela forcinha para a retardada aqui: os eventos do moleque eram Tim Festival e Incubus. Ela logo comeu a mente do chefe dizendo que eu era doente pela banda e o cara (gente fina pacas) convenceu o filho a me vender o ingresso.

Havia 1 mês que eu estava morando sozinha após romper um noivado e eu precisava mesmo lavar a alma naquele show. Lá fui eu até Moema, sozinha mas empolgadíssima. Na fila para entrar na casa de shows já encontrei antigos amigos queridos e fiquei a vontade.

Entrei em transe durante o show. Larguei todo mundo e me enfiei na fila do gargarejo como uma adolescente surtada. Como diria um novo amigo: fiquei emocionada (rs).

Foi a primeira noite de show em SP na primeira visita do Incubus no Brasil, onde eu vi pela primeira vez a melhor banda do (meu) mundo bem de perto. E você sabe… a primeira vez a gente nunca esquece. 😉

Música: Nice To Know You (Incubus)